Tento escrever um verso quase bêbado
(o verso, não eu)
E a primeira linha já se sai torpe
Ensaio um quase quarteto embriagado
Causo ressaca aos poetas todos
Num bar qualquer está perdido o verso
Com a sutil ironia no copo
Escorregando nas palavras tortas
Vão as linhas ficando pela sarjeta
Era um soneto, mas embebedou-se
Perdeu as contas, errou as rimas
E se entregou a um rótulo qualquer
Percebo agora o dono desse copo
E desespero ao entender o verso
Tomei um porre, mas foi de mim mesmo
(Uma tentativa pífia minha de brincar com formas de escrita e fazer uma corruptela de um soneto, quebrando aos poucos cada uma das regras da forma. Por uma vez, um texto sem grandes significados).