(Um pouco de contexto antes da leitura: Esse micro texto foi uma homenagem a uma amiga que vivia um momento difícil, a quem eu quis emprestar minha visão sobre ela, e sobre belezas que eram a ela invisíveis).
Que se é verdade o que dizem, eu agora o entendo: a noção de que um buraco negro que suga para si tudo que dele se aproxima, que mesmo a luz não o escapa, curvando-se para se adequar à sua imponência. Se assim é, eu o compreendo, pois vislumbro entre a dimensão de um olhar o fisgar de um buraco negro, pois se nem mesmo a luz o faz, como atreveria-me eu a desviar o olhar de seus olhos.
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